Partido determinou saída de filiados de todos os cargos no governo Lula. Ministro permanece até quinta-feira para acompanhar evento da COP30 em Belém
O ministro do Turismo, Celso Sabino, oficializou nesta sexta-feira (26) o pedido de demissão anunciado na semana passada, quando o União Brasil deu 24 horas para que filiados deixassem cargos no governo Lula.
Sabino permanecerá no cargo até quinta-feira (2), a pedido do presidente, para acompanhá-lo em evento de entrega de obras da COP30 em Belém.
“Tive conversa hoje com o presidente em virtude da decisão do partido ao qual sou filiado de deixar o governo. Vim cumprir meu papel e entreguei minha carta de saída do Ministério do Turismo, cumprindo decisão do partido”, anunciou.
O ministro explicou que entregou a carta nesta sexta, mas permanecerá na função até a próxima semana. Na sexta-feira passada (19), conversou com Lula sobre o ultimato partidário, acertando que voltariam a se falar após viagem do presidente à ONU.
Sabino é deputado federal pelo Pará e deve retornar à Câmara após dois anos no ministério. Ele manteve conversas para tentar evitar a saída, conseguindo adiar por alguns dias com argumento de agendas a cumprir.
O União Brasil aprovou na quinta-feira (18) resolução exigindo que filiados deixem cargos no governo em até 24 horas, sob pena de punições disciplinares, incluindo expulsão.
A decisão foi tomada após reportagens apontarem suposta conexão entre o presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, e o PCC. Rueda nega as acusações.
Em nota, o partido indica perceber “uso político da estrutura estatal” para desgastar Rueda. Os ministros Waldez Góes e Frederico Siqueira não são afetados por não serem filiados ao partido.


