Uma inovadora tecnologia desenvolvida no CNPEM com suporte da FAPESP combina biossensores e inteligência artificial para identificar biomarcadores associados ao câncer. Essa tecnologia é capaz de detectar concentrações das proteínas LTA4H, CSTB e COL6A1, que estão relacionadas ao câncer, especialmente quando a doença começa a se espalhar para os gânglios do pescoço, agravando o estado de saúde do paciente.
O método de detecção de metástase utiliza a espectroscopia de impedância eletroquímica, que permite monitorar a interação das proteínas com os sensores. Esses sensores são compostos por ZIF-8 e anticorpos específicos, onde o ZIF-8, um material poroso, possui grupos químicos que imobilizam os anticorpos. Os anticorpos, por sua vez, agem na captura das proteínas específicas, garantindo uma análise precisa, como um mecanismo de chave-fechadura.
Desenvolvido com apoio do CNPEM e da FAPESP, o objetivo é que esse biossensor seja de baixo custo para facilitar sua utilização por profissionais de saúde em consultórios. A tecnologia foi detalhada em um artigo na revista Small, com a perspectiva de disponibilizá-la para o Sistema Único de Saúde (SUS), visando decisões clínicas mais ágeis e precisas.
Além de ser acessível e simples de usar, o biossensor é não invasivo e confortável para o paciente. Ao detectar precocemente sinais de metástase ou confirmar sua ausência, ele auxilia os médicos na escolha do tratamento mais adequado, melhorando a qualidade de vida do paciente. Com essa tecnologia, cirurgias desnecessárias, como a dissecção cervical comum no câncer de boca, podem ser evitadas, reduzindo riscos e custos para o SUS.


