Justiça barrou contratação de PMs aposentados como monitores e governo paulista enfrenta incertezas no cronograma
O governo Tarcísio de Freitas não consegue garantir o início das escolas cívico-militares na rede estadual paulista em 2025. O programa, promessa à base bolsonarista, deveria começar no segundo semestre em cem unidades, mas enfrenta obstáculos judiciais.
A Justiça barrou em caráter liminar a contratação de 208 policiais militares aposentados que atuariam como monitores. Duas decisões judiciais publicadas em 18 de julho suspenderam o edital de seleção, sendo que o governo conseguiu reverter apenas uma delas.
Mesmo antes das decisões contrárias, o cronograma já estava atrasado. O edital previa contratação até 20 de agosto, quase um mês após o retorno das aulas. Os agentes ainda precisariam de capacitação de 40 horas.
A avaliação interna indica que os monitores só estariam aptos para trabalhar em setembro, restando menos de três meses letivos. Os PMs receberiam R$ 301,70 por diária, cerca de R$ 6.000 mensais, somados à aposentadoria.


