O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, afirmou em vídeo ao lado da esposa que está tranquilo após ser alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias em descontos ilegais de benefícios do INSS.
O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, divulgou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (11) ao lado da esposa, afirmando estar “absolutamente tranquilo” após ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) durante a Operação Sem Desconto — investigação que apura um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
No vídeo, Pomini disse que o casal estava de férias, comemorando 20 anos de casamento, quando foi surpreendido pela ação policial. “Nós fomos surpreendidos e, quando a polícia esteve na nossa casa, eu falei com o delegado pelo telefone para perguntar qual era a razão. Ele me disse que teria sido um recebimento em 2022 de uma empresa supostamente investigada na operação”, afirmou.
Segundo Pomini, o valor mencionado se refere a um pagamento de honorários advocatícios feito por meio de cheque entregue por um terceiro, e que não há qualquer relação dele ou da esposa com o esquema investigado. “A gente não tem absolutamente nada a ver com isso. Todas as providências já estão sendo adotadas para anularmos essa busca, esse fato absolutamente injusto contra nós”, declarou.
O presidente da APS também agradeceu às mensagens de apoio e reforçou confiança no desfecho favorável do caso: “Estamos absolutamente tranquilos. Em breve, teremos uma decisão que trará justiça efetivamente sobre esse equívoco ocorrido”.
A operação da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrada na quinta-feira (13), cumpriu 63 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva em vários estados. Entre os alvos também estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e o ex-ministro do Trabalho e Previdência.


