A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania de Cubatão, por meio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), inicia no dia 1º de dezembro a operação do Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil (PCPDC) e do Plano de Contingência da Serra do Mar para o Polo Industrial de Cubatão (PCSMPIC). Ambos têm como objetivo prevenir ocorrências típicas do período de chuvas intensas por meio do monitoramento constante de áreas de risco, vistorias de campo, análises meteorológicas e acompanhamento 24 horas dos índices pluviométricos.
Como funcionam os planos
O PCPDC trabalha com quatro níveis operacionais — observação, atenção, alerta e alerta máximo — enquanto o PCSMPIC opera nos estados observação, atenção, crítico e emergência. Cada nível define ações específicas para equipes técnicas e comunidades. Os planos iniciam sempre pelo nível “Observação”, fase em que são monitorados de forma contínua os acumulados de chuva e a previsão do tempo.
Cubatão conta com sete postos de medição pluviométrica: quatro na Serra do Mar, dois na área industrial e um na região urbana. Para execução do plano, os técnicos da Defesa Civil municipal participam regularmente de treinamentos promovidos pela Defesa Civil Estadual (CEPDEC) e recebem capacitações de instituições como o Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
A COMPDEC dispõe de estrutura e equipamentos como viaturas, geradores, lanternas, holofotes, coletes e luvas para atuar tanto no monitoramento quanto no atendimento a emergências.
Período crítico e áreas monitoradas
A coordenadora da Defesa Civil de Cubatão, Cristina Candido, explica que o PCPDC abrange áreas com encostas habitadas e será aplicado entre 1º de dezembro e 31 de março, podendo ser prorrogado. O período coincide historicamente com o maior volume de chuvas no município. “Durante todo o ano realizamos vistorias preventivas, mas a partir desta segunda-feira (1º), as ações serão intensificadas”, afirma.
Atualmente, cinco áreas são monitoradas com maior frequência pela Defesa Civil: Pilões, Água Fria, Cota 95 e Cota 200. O Morro da Mantiqueira segue no plano, mas as 150 famílias que residiam no local já foram removidas para um conjunto habitacional no Jardim São Francisco.
O nível mais crítico dos planos — Alerta Máximo (PCPDC) e Emergência (PCSMPIC) — exige a retirada imediata de moradores de áreas de risco iminente.
Cadastro de voluntários segue aberto
A Defesa Civil mantém aberto o Cadastro de Voluntários, disponível no portal oficial da Prefeitura. Há formulários específicos para cidadãos e entidades. Após a inscrição, o interessado aguarda o agendamento de treinamentos realizados em parceria com o APELL Cubatão.
Os voluntários participam de capacitações que incluem temas como identificação de riscos, noções de primeiros socorros, comunicação de risco e ajuda humanitária. Ao final, recebem certificado com validade de um ano. Depois desse período, o cadastro deve ser renovado.
Sistemas de alerta: SMS e Cell Broadcast
Durante o período chuvoso, a população poderá receber alertas por dois sistemas:
- SMS 40199 – Para se cadastrar, basta enviar o CEP de residência, trabalho ou qualquer região de interesse. O serviço é gratuito, e é possível cadastrar vários CEPs.
- Cell Broadcast – Envia alertas severos para celulares conectados em antenas locais com sinal 4G ou 5G. A tela do aparelho é travada temporariamente com a mensagem, acompanhada de um sinal sonoro. O aviso também pode indicar rotas de evacuação e pontos seguros.
“Com esses sistemas, os moradores recebem alertas sempre que identificarmos riscos de chuvas fortes, alagamentos, deslizamentos, raios e outros fenômenos climáticos”, reforça a coordenadora. Situações de emergência podem ser comunicadas pelos telefones 199 ou 3361-6177.
Histórico do PCPDC
O Plano de Contingência tem origem em 1988, ano marcado por diversos escorregamentos no país, com destaque para os desastres em Petrópolis (171 mortes), Rio de Janeiro (53) e litoral paulista (17). Na época, o Governo do Estado orientou que institutos como o IPT e os institutos Geológico, Florestal e de Botânica realizassem estudos e elaborassem propostas para reduzir tragédias. O modelo adotado pela Baixada Santista e Litoral Norte teve êxito e, posteriormente, foi replicado em outras regiões.


