Dois adolescentes de 16 anos que cumprem medida socioeducativa na Fundação Casa, em Guarujá, passaram a atuar como pesquisadores em um projeto de iniciação científica ligado à Universidade de São Paulo. A iniciativa busca compreender e mapear a exploração do trabalho infantil em Santos e tem como base a vivência dos próprios jovens, que recebem bolsa e acompanhamento acadêmico.
O projeto integra uma pesquisa conduzida pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e foi aprovado em edital do CNPq. Os adolescentes participam voluntariamente, dedicando oito horas semanais a leituras, encontros com pesquisadoras e análise de dados. Um deles, inclusive, seguirá no projeto após o término da medida, destacando o impacto positivo da experiência em sua vida e na de sua família.
A iniciativa é vista como um exemplo concreto de ressocialização eficaz, ao unir educação, escuta qualificada e valorização da trajetória pessoal dos jovens. Para a direção da unidade e para a presidência da Fundação Casa, oferecer acesso ao conhecimento científico amplia perspectivas, fortalece a autoestima e contribui não apenas para o futuro dos adolescentes, mas também para a construção de políticas públicas mais justas e eficazes para toda a sociedade.


