Um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (13) mostra uma abordagem da Guarda Civil Municipal (GCM) de Guarujá (SP) que gerou polêmica entre surfistas e moradores da cidade. O surfista e instrutor Alex Soares Assunção acusa os agentes de truculência durante a tentativa de apreensão da bicicleta de uma amiga, no Morro do Maluf, entre as praias da Enseada e Pitangueiras.
Surfista diz ter sido tratado “como criminoso”
Segundo Assunção, ele e a amiga Melissa estavam trabalhando na orla quando agentes municipais iniciaram a apreensão da bicicleta dela. Conforme a equipe, o veículo estaria estacionado em área proibida — situação que prevê multa e remoção, segundo a Lei Municipal nº 2.444/1995 e o Código de Trânsito Brasileiro.
“Saí da água para ajudar minha amiga, que estava passando por esse perrengue. Expliquei que nós dois trabalhamos como guarda-vidas e que éramos amigos, pedindo apenas compreensão para liberar a bike. A resposta foi negativa e, a partir daí, começaram a falar em tom alto e agressivo comigo e com ela”, relatou o surfista nas redes.
Assunção afirmou ainda que, ao pedir respeito durante a abordagem, um dos guardas respondeu que “iria tratá-lo como criminoso”. O surfista acredita ter sido alvo de preconceito por causa de sua aparência e tatuagens.
O que diz a legislação local
De acordo com a Lei nº 2.444/1995, apenas bicicletas infantis com aro de até 16 polegadas estão liberadas para circular nas calçadas e áreas de pedestres. Os demais modelos que descumprirem a norma podem ser apreendidos e liberados mediante o pagamento de multa.
A retirada da bicicleta do pátio só pode ser feita por pessoa maior de 18 anos, munida de comprovante de propriedade (como nota fiscal ou recibo autenticado) e após o pagamento de 15 Unidades Fiscais de Guarujá (UFG). Em casos de infrações mais graves, a multa pode chegar a 50 UFG.
Vídeo gera repercussão nas redes sociais
O registro da ação circula entre surfistas e moradores de Guarujá desde a manhã desta terça-feira, reacendendo o debate sobre o uso da força por agentes municipais. Muitos internautas classificaram a abordagem como desproporcional.
Enquanto isso, Assunção encerrou seu relato pedindo “respeito” e destacando que tanto ele quanto a amiga são “trabalhadores e cidadãos” que “não merecem ser julgados pela aparência”.



