Operação de R$ 290 milhões mantém 15 metros de profundidade. Próximas etapas ampliarão para 17 metros e permitirão navios maiores.
O maior complexo portuário da América Latina encerrou em setembro uma importante etapa de manutenção náutica. Após oito semanas de operação, a Autoridade Portuária removeu sedimentos acumulados e garantiu os 15 metros de profundidade no trecho entre Alemoa e Ponta da Praia, incluindo áreas de atracação.
A empresa holandesa Van Oord conduz o desassoreamento através de contrato de R$ 290,6 milhões válido até dezembro. Todo material retirado segue para descarte controlado no Polígono Oceânico, distante 12 quilômetros da entrada marítima. O acúmulo natural compromete a passagem de embarcações de grande porte, exigindo intervenções regulares.
Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a ação prepara o terreno para expansão inédita em 13 anos. O planejamento prevê ampliação gradual até 17 metros ao longo dos 24,6 quilômetros navegáveis, permitindo receber os maiores cargueiros mundiais em qualquer horário. As próximas concessões devem trazer recursos adicionais para concretizar esse salto logístico.
Impacto: a modernização fortalece a competitividade brasileira no comércio internacional marítimo.


