Praia Grande intensifica congelamento de áreas e registra 37 remoções em APPs nos dois primeiros meses de 2026

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A Praia Grande intensificou, em 2026, as ações de congelamento de áreas irregulares. A Guarda Ambiental, que integra o Setor Ambiental da Guarda Civil Municipal (GCM), realizou 37 remoções de construções subnormais apenas nos dois primeiros meses do ano, em pontos considerados críticos, como Áreas de Preservação Permanente (APPs), reservas legais e faixas não edificantes.

O balanço, divulgado nesta terça-feira (24), revela crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 14 ocorrências. Ao longo de todo o ano passado, o total chegou a 172 intervenções.

As operações fazem parte da estratégia municipal de “congelamento” de novas ocupações, conforme a Lei Municipal 2.033/2021. As ações são coordenadas pelo Grupo Intersetorial de Prevenção e Ação Territorial (GIPAT), que reúne as secretarias de Habitação (Sehab), Meio Ambiente (Sema), Assistência Social (Seas), Urbanismo (Seurb), Segurança Pública (Seasp) e a Procuradoria Municipal (Progem).

De acordo com o biólogo e inspetor-chefe da Guarda Ambiental, Fábio Barbatano Marques, a iniciativa vai além da retirada das estruturas irregulares. “A contenção de invasões é uma medida corretiva e, sobretudo, preventiva. Não se trata apenas de remover construções, mas de coibir crimes como o furto de água e energia, assegurar a regeneração da vegetação nativa e proteger a fauna e a flora. O objetivo é garantir que o direito coletivo a um meio ambiente equilibrado prevaleça sobre interesses individuais”, afirmou.

Atuação e tecnologia

O Setor de Proteção Ambiental (Sepam) da GCM atua há 16 anos no município e desenvolve ações de preservação ambiental, contenção de invasões, fiscalização do espaço marítimo e resgate de animais silvestres. Além da Guarda Ambiental, o grupamento conta com equipe de Guarda Costeira, responsável pela fiscalização da área marítima.

Referência regional, o setor tem ampliado o uso de tecnologia. Em 2021, aderiu ao programa Brasil Mais, do Governo Federal, passando a ter acesso a informações georreferenciadas fornecidas por 180 satélites, o que fortaleceu o monitoramento territorial.

Outra ferramenta é a bancada de monitoramento ambiental instalada no Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe), que acompanha o transporte irregular de resíduos da construção civil (RCC) por meio do sistema Coletas Online, compartilhado com a Secretaria de Meio Ambiente. A GCM também utiliza câmeras estrategicamente posicionadas para monitorar áreas de preservação permanente.

As ações reforçam a política municipal de controle territorial e proteção ambiental, com foco na prevenção de novas ocupações irregulares e na preservação dos ecossistemas locais.

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