Um navio porta-contêineres colidiu com duas balsas na travessia Santos–Guarujá na noite de segunda-feira (16/02), no canal de navegação do Porto de Santos. O caso não teve vítimas e será apurado pela Capitania dos Portos, que deve investigar as circunstâncias do abalroamento.
Na manhã desta terça-feira (17/02), o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, se pronunciou sobre o episódio e disse que o acidente “reforça uma realidade” que a entidade defende há anos: a necessidade de separar o tráfego portuário do tráfego urbano no canal. Segundo ele, o Porto de Santos é uma infraestrutura estratégica para o país, com mais de 11 mil manobras de navios por ano, enquanto o mesmo trecho é cruzado diariamente por milhares de pessoas e veículos que usam as balsas na ligação entre as duas cidades.
Pomini afirmou que “não é razoável” que uma rota logística de escala global continue sendo compartilhada desse modo e apontou o Túnel Santos–Guarujá como medida estrutural de segurança e eficiência. No pronunciamento, ele descreveu a obra como uma solução para reduzir conflitos entre mobilidade urbana e operação portuária, destacando que o projeto já está em andamento em parceria entre Governo Federal e Governo do Estado, com participação de recursos do Porto de Santos.
Apesar do susto, a Autoridade Portuária afirmou que o Porto seguirá operando com responsabilidade e segurança, enquanto a apuração da Capitania deve esclarecer as causas do acidente e eventuais responsabilidades.


