Audiência “Quebrada em cena” discutiu falta de apoio aos artistas das periferias. Movimentos pedem fim da repressão e mais investimentos.
Uma audiência pública realizada na Câmara de Santos na segunda-feira (11) trouxe à tona os obstáculos enfrentados pela cultura periférica municipal. O evento “Quebrada em cena: os desafios da cultura periférica” reuniu artistas, produtores e autoridades para discutir demandas históricas do setor.
A vereadora Débora Camilo (PSOL), proponente do encontro, destacou que essas produções raramente recebem apoio público ou privado. Representantes de 50 coletivos entregaram documento solicitando infraestrutura básica para batalhas de rima, incluindo pontos de energia, banheiros públicos e equipamentos de som atualmente guardados nos depósitos municipais.
Entre as principais reivindicações estão a criação de uma cadeira específica para hip hop no Conselho de Cultura, uma Secretaria Adjunta de Cultura Periférica e legislação de fomento ao movimento. A ausência da Secretaria de Segurança foi criticada, já que artistas relatam repressão policial constante.
O assessor municipal Paulo Montenegro assumiu compromisso de formar grupo de diálogo com líderes culturais, enquanto a vereadora prometeu cobrar respostas sobre a questão da segurança pública.


