O Carnaval no Centro Histórico de Santos contará com ações de conscientização contra o assédio e de promoção à saúde durante o Carnabonde e o Carnacentro, entre sábado (14) e terça-feira (17).
Nas duas festas, será realizada a segunda edição da campanha Não é Não: respeite a minha decisão, promovida pela Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), em parceria com o programa Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM). No sábado, durante o Carnabonde, e na segunda-feira (16), no Carnacentro, haverá distribuição gratuita de ventarolas e adesivos com mensagens de enfrentamento à violência contra a mulher. Em 2025, a iniciativa alcançou 1,5 mil foliões.
Além da campanha educativa, a Coordenadoria de Controle de Doenças Infectocontagiosas, ligada à Secretaria de Saúde (SMS), fará a distribuição gratuita de preservativos no domingo (15) e na terça-feira (17), durante o Carnacentro.
Orientações para um Carnaval mais seguro
A Secretaria reforça que, mesmo em clima de festa, todas as leis de proteção às mulheres continuam valendo. Entre as recomendações para as foliãs estão:
- Preferir bebidas em embalagens fechadas e manter atenção ao copo;
- Não aceitar bebidas de desconhecidos;
- Utilizar apenas transporte por aplicativos autorizados e conferir dados do motorista e do veículo;
- Evitar permanecer sozinha e compartilhar a localização com amigos;
- Criar grupo de WhatsApp para manter contato durante a festa;
- Identificar pontos de policiamento e procurar ajuda imediata em caso de necessidade;
- Denunciar qualquer situação de assédio à autoridade mais próxima.
A pasta também destaca que a responsabilidade nunca deve ser atribuída à vítima, mas a quem pratica a violência.
Denúncias e esquema de segurança
Casos de violência podem ser denunciados à Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180.
Durante o Carnabonde e o Carnacentro, o entorno da Praça Mauá será cercado, com revista dos participantes e apoio da GCM e da Polícia Militar. Os trajetos serão monitorados por câmeras do Centro de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura e por drone da PM.
Segundo a secretária da Semulher, Nina Barbosa, a campanha busca reforçar que o Carnaval deve ser um espaço seguro e inclusivo. “Atuamos na defesa dos direitos das mulheres e não podemos admitir qualquer forma de violência. É fundamental que quem presencie situações de assédio também intervenha e denuncie”, afirmou.


