Rodrigo Tavares Agneli foi detido em 2024 no Embaré. Justiça considerou cultivo para óleo medicinal de uso próprio; MP recorreu
O ex-surfista profissional Rodrigo Tavares Agneli foi absolvido da denúncia de tráfico de drogas pela Justiça de Santos. Em setembro de 2024, foi preso em flagrante com mais de 160 pés de maconha na casa dele no bairro Embaré. A Justiça considerou que o cultivo era para produção de óleo medicinal para consumo próprio. O Ministério Público recorreu da decisão.
Conhecido como “Sininho”, Rodrigo foi detido pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic). A Polícia encontrou porções de maconha separadas em sacos e sementes da planta.
Segundo a juíza Lívia Maria de Oliveira Costa, da 2ª Vara Criminal de Santos, não foi comprovado que o material era comercializado. Ela pontuou que não foram apreendidos itens usados na venda de droga ou constatada existência de “clientes”.
O imóvel era alugado por Rodrigo. O proprietário, irmão dele, não sabia da plantação. Segundo o ex-surfista, para produzir 300 ml de óleo medicinal precisava de um quilo de flor in natura. O consumo diário seria de 10 a 15 ml, cerca de 300 ml por mês.
“Não havendo outros indícios de que o cultivo se destinava à traficância, a elevada quantidade de plantas apreendidas, por si só, não é suficiente para deduzir que tinha como objetivo a comercialização”, diz trecho da decisão.
O MP recorreu afirmando que as provas comprovam que o cultivo “excede em muito os limites do uso pessoal”. O órgão destacou que o local possuía iluminação específica, timer e ventilação própria, e que não foi apreendido qualquer objeto usado na extração do produto.
O advogado Eugenio Malavasi ressaltou que nenhum objeto ligado ao tráfico foi apreendido. “A absolvição foi extremamente justa”, pontuou.
Rodrigo, de 40 anos, foi surfista profissional em competições nacionais e internacionais entre adolescência e juventude, disputando torneios nos EUA, México e Austrália desde os 13 anos.


