Revitalização do Centro Histórico de Santos é debatida com proprietários de imóveis

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A revitalização do Centro Histórico de Santos foi tema de um encontro realizado na manhã desta segunda-feira (9), na sede da Associação Comercial de Santos. A reunião reuniu proprietários de imóveis localizados em importantes vias da região central, como as ruas XV de Novembro, do Comércio e Tuyuti — áreas que concentram prédios históricos, patrimônio arquitetônico e forte potencial turístico.

Participaram do encontro representantes da administração municipal, entre eles os secretários Glaucus Farinello, Thiago Papa e Flávio de Brito Jr.. Também esteve presente o consultor Gustavo Grisa, representando a InvestSP, agência paulista de promoção de investimentos.

Durante a apresentação, Glaucus Farinello destacou propostas e possibilidades de uso para imóveis da região, inspiradas em modelos adotados em centros históricos de diferentes cidades ao redor do mundo. Ele também explicou que as restrições para intervenções em prédios do Centro não são tão rígidas quanto muitos proprietários imaginam.

Segundo o secretário, apenas cerca de 9% dos imóveis protegidos possuem restrição máxima, que prevê preservação integral da edificação. A maior parte, segundo ele, possui restrições mais flexíveis, permitindo reformas e adaptações. Farinello ressaltou ainda que o Centro já recebe iniciativas como projetos de retrofit e novos empreendimentos imobiliários, mas que o objetivo é ampliar esse movimento.

Turismo e desenvolvimento

O encontro teve como principal objetivo discutir estratégias para tornar o Centro Histórico mais dinâmico e atrativo. Entre as ações que vêm contribuindo para esse processo estão obras de revitalização em vias como a Rua XV de Novembro, a Rua da Constituição e a Rua Tuyuti, além da inauguração do Parque Valongo.

Outros fatores apontados como impulsionadores da região são a expansão do VLT da Baixada Santista e o projeto de transferência do terminal marítimo de passageiros para a área central. A realização de eventos culturais e turísticos e a criação de legislações específicas, como a chamada lei do Happy Centro, também fazem parte das iniciativas de revitalização.

De acordo com o secretário Thiago Papa, o fortalecimento da região tem impacto direto na economia turística. Segundo ele, apenas no último ano as atividades do setor movimentaram mais de R$ 540 milhões, além de recordes de arrecadação de ISS e aumento do número de visitantes na região central.

Entre os destaques está o Museu Pelé, que registrou quase 198 mil visitas no período, reforçando o potencial turístico do Centro Histórico.

Para Gustavo Grisa, da InvestSP, a criação do distrito turístico oficializado em 2024 representa um passo importante para ampliar os investimentos na região. O modelo prevê incentivos como benefícios fiscais e parcerias com a iniciativa privada, com o objetivo de estimular geração de emprego, renda e maior competitividade para o turismo paulista.

Reocupação da região

Outro ponto central do debate foi a reocupação do Centro Histórico por moradores e novos empreendimentos. A ideia é estimular a presença de pessoas ao longo de todo o dia — e não apenas durante o horário comercial — tornando a região mais ativa, segura e atrativa.

Um dos projetos que podem impulsionar essa mudança é o Novo Valongo, que prevê a construção de seis torres residenciais com cerca de 1.088 apartamentos.

A expectativa é que o aumento da população residente contribua para diversificar o comércio local e fortalecer atividades de lazer, gastronomia e turismo.

O empresário Guilherme Brum, sócio do restaurante Tasca do Porto, avalia de forma positiva a perspectiva de novos investimentos na região. Segundo ele, principalmente aos fins de semana, quando há maior presença de turistas, ainda são poucos os estabelecimentos abertos no Centro Histórico.

Para ele, a chegada de novos empreendimentos e comércios pode criar uma rede de negócios com maior sinergia, capaz de atrair mais visitantes e fortalecer o movimento na área.

A prefeitura informou que novos encontros devem ser realizados nos próximos meses com proprietários de imóveis de outras ruas do Centro, ampliando o diálogo e a construção de propostas para a revitalização da região.

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