Ecofábrica Zona Noroeste produz 400 pisos mensais com plásticos, acrílicos e borrachas. Parceria com Universidade São Judas valida inovação urbana.
A Ecofábrica Zona Noroeste, iniciativa da Secretaria das Prefeituras Regionais santista, converte resíduos reciclados em pavimentos drenantes sustentáveis desde setembro mediante parceria com a Universidade São Judas. Insumos provenientes do Cata-Treco e doações passam por máquinas trituradoras, processando plásticos, acrílicos e borrachas em matéria-prima para fabricação de 100 peças semanais, totalizando 400 mensais e 5 mil anuais.
Cada unidade medindo 40x40x6 centímetros equivale a 64 garrafas plásticas de 500ml desviadas ambientalmente. Projeção anual alcança mais de 330 mil garrafas reinseridas produtivamente, evitando contaminação fluvial e saturação aterral. A coordenadora Camila Aguilera destaca conexão entre formação acadêmica e necessidades municipais, consolidando universidade como agente transformador urbano. Estudantes realizaram visitas técnicas, coleta amostral e ensaios físico-químicos e mecânicos laboratoriais conforme normas ABNT NBR 16416, 9781, 12142 e 9833.
Os pavimentos já ocupam Caminho da Ilha Diana (Área Continental), Campo da Zona Noroeste (Caneleira), Praça Verde (Santa Maria), Estação da Cidadania (Campo Grande) e CAMPS (Vila Mathias). O arquiteto Alessandro Lopes contextualiza vitória dupla: redução de enchentes urbanas simultânea à eliminação de poluentes hídricos e marinhos através de infraestrutura funcional ecologicamente responsável.
Impacto mensurável: projeto demonstra viabilidade prática de economia circular urbana transformando passivo ambiental em ativo infraestrutural benéfico coletivamente.


