Prefeito diz que não consegue renunciar ao próprio sonho e afirma que ainda tem entregas importantes para concluir na cidade
Em uma decisão que mexe com o tabuleiro político da região, Kayo Amado confirmou que permanece na Prefeitura de São Vicente e que, por isso, não será pré-candidato a deputado federal neste ano. A definição veio no limite do prazo eleitoral, em mensagem de áudio enviada na noite de sexta-feira, depois de uma reunião em São Paulo com a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu.
A justificativa de Kayo foi mais emocional do que técnica, e talvez justamente por isso tenha tanto peso político. Segundo ele, ser prefeito é e sempre foi o seu sonho, e renunciar ao cargo agora significaria abrir mão de uma missão que, na visão dele, ainda não terminou.
“Eu fico”
Na fala enviada à coluna, o prefeito reconhece que acreditava poder ajudar São Vicente também em outra esfera, buscando espaço e força política fora da cidade. Mas, no fim, optou por continuar onde está. “Eu fico”, resumiu, ao afirmar que ainda tem muito a concluir no comando do Município.
Kayo também disse que conversou bastante internamente antes de bater o martelo e que tinha convicção de que poderia ter boas chances numa disputa eleitoral maior. Mesmo assim, afirmou que preferiu ouvir o coração e manter o compromisso com o mandato.
O que ele quer entregar até o fim do mandato
Com a decisão de seguir no cargo, o prefeito indicou quais devem ser alguns dos focos dessa reta de gestão: Biquinha, Rodoviária, UPA, maternidade, parques urbanos e Linha Amarela aparecem entre as entregas que ele citou como prioritárias.
Isso ajuda a dar o tom do discurso: não é só “vou ficar”. É “vou ficar para concluir”. E, em política, essa diferença conta bastante.
O que muda no cenário regional
A permanência de Kayo em São Vicente também altera os planos do Podemos na Baixada Santista. Segundo a nota publicada, sem ele na disputa, o partido não deverá ter pré-candidato a deputado federal na região.
No fim das contas, a decisão reforça uma escolha de identidade política: em vez de tentar dar um salto agora, Kayo preferiu sustentar a imagem de prefeito que quer concluir a própria obra antes de buscar outro palco.


