A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), participou de uma roda de conversa sobre marés vermelhas no Litoral Norte paulista, realizada no final de outubro. O encontro foi promovido pela Cetesb, em parceria com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
A reunião ocorreu após a Cetesb registrar a presença de manchas conhecidas como maré vermelha — florações de microalgas — no Canal de São Sebastião e em Ilhabela, no início de 2025. O fenômeno levou ao aumento do monitoramento ambiental e sanitário na região. Durante o episódio, amostras foram analisadas em laboratório para verificar a presença de microalgas tóxicas, capazes de produzir substâncias que afetam o sistema gastrointestinal e neurológico.
No evento, o Grupo de Trabalho Intersecretarial do Estado de São Paulo apresentou o Plano de Monitoramento de Moluscos Bivalves (Molubis) e convidou profissionais do setor marítimo — como pescadores, maricultores e mergulhadores — a se engajarem nas próximas ações de vigilância.
O encontro contou com representantes do Cebimar-USP, APA Marinha do Litoral Norte, Instituto Argonauta, Amesp, além de prefeituras da região e da comunidade local.
A maré vermelha ocorre quando há aumento na concentração de microalgas marinhas, que podem alterar a coloração da água. Embora a maioria das espécies seja inofensiva, algumas produzem toxinas que contaminam frutos do mar, exigindo monitoramento contínuo para proteger a saúde pública e os ecossistemas costeiros.


