Aluno agredido por 10 colegas em Itanhaém tem medo de voltar à escola

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Estudante de 17 anos denunciou agressão sexual no banheiro da escola estadual. Caso foi registrado como estupro pela Polícia Civil

Um estudante de 17 anos parou de frequentar as aulas na Escola Estadual Professora Silvia Jorge Pollastrini, em Itanhaém, após sofrer agressão sexual por aproximadamente 10 colegas no banheiro da instituição. O caso aconteceu no dia 15 de agosto e foi registrado como estupro na Delegacia Seccional da cidade.

Segundo relato da família, o adolescente foi imobilizado no chão, teve a cueca rasgada e sofreu toque nas partes íntimas durante vários minutos. A ação só cessou com a aproximação da vice-diretora. Um vídeo gravado pelos próprios agressores circulou entre os estudantes, intensificando o constrangimento da vítima.

O jovem tentou retornar às aulas na segunda-feira, mas enfrentou zombarias dos colegas que o chamavam de “cuecão”. Desde então, permanece traumatizado e com medo de represálias. A família não pretende transferi-lo de escola por estar no segundo ano do Ensino Médio.

O advogado da família, Rubson Guimarães Filho, criticou a postura “inerte” da escola e anunciou medidas judiciais por omissão. A Secretaria de Educação informou que instaurou procedimento interno e disponibilizou psicólogo para acompanhar o estudante. A Polícia Civil investiga o caso.

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