Uma operação rápida da Prefeitura de Mongaguá interrompeu, na manhã deste domingo (7), um campeonato clandestino de pipas no bairro Vera Cruz, onde foram identificados o uso e a distribuição de cerol e linha chilena. A ação, conduzida pela Guarda Civil Municipal e pelo setor de Fiscalização do Comércio, ocorreu por volta das 9h após denúncia sobre o risco causado pelas linhas cortantes — responsáveis por graves acidentes com motociclistas, ciclistas e pedestres e por danos frequentes à rede elétrica.
Ao perceberem a chegada das equipes, os participantes romperam as linhas no alto para dificultar a identificação dos responsáveis. Ainda assim, a operação foi concluída em cerca de 15 minutos, dispersando a aglomeração e resultando na apreensão de aproximadamente 5.000 metros de linha cortante, além de carreteis e carretilhas. Todo o material será descartado de acordo com os protocolos legais.
Os números reforçam a gravidade da prática: entre janeiro e maio de 2024, mais de 1.300 pessoas foram atendidas no Estado por ferimentos causados por linhas cortantes — aumento de 139% em relação ao ano anterior. A ABRAM alerta que um quarto dos acidentes com linha chilena é fatal.
A prática é proibida pela legislação estadual e também por normas municipais de Mongaguá, que vetam o uso de qualquer tipo de linha cortante e restringem eventos com pipas a áreas previamente autorizadas. Para o secretário de Segurança, coronel Argeo Rodrigues, preservar vidas é prioridade, e a fiscalização seguirá reforçada nos próximos finais de semana.
A população pode denunciar irregularidades pelo telefone da GCM: (13) 3448-1011.


