A sanção da lei que autoriza o enterro de pets em jazigo familiar em São Paulo reacendeu debates e também gerou críticas ao governador Tarcísio de Freitas. A medida, que permite o sepultamento de cães e gatos junto aos tutores, foi celebrada por defensores da causa animal, mas questionada por setores que consideram a pauta simbólica diante de outras prioridades do estado.
Conhecida como ‘Lei Bob Coveiro’, a proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2025. O texto reconhece o vínculo afetivo entre famílias e animais de estimação e deixa a regulamentação a cargo dos serviços funerários municipais. No entanto, críticos apontam que o governo poderia concentrar esforços em áreas como saúde, segurança e infraestrutura, argumentando que a nova legislação não resolve demandas urgentes da população.
Também há questionamentos sobre possíveis impactos sanitários, organização dos cemitérios públicos e critérios técnicos para o sepultamento de animais. Especialistas defendem que a regulamentação detalhada será essencial para evitar conflitos e garantir segurança jurídica. A lei já está em vigor, mas o debate político em torno da decisão ainda deve continuar.


