Novo cimento chinês mantém prédios mais frios que ar ambiente

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Tecnologia da Universidade do Sudeste incorpora cristais refletivos e pode reduzir 40% do consumo energético global

Cientistas chineses da Universidade do Sudeste desenvolveram um cimento revolucionário capaz de manter edifícios naturalmente mais frescos que o ar ambiente. A inovação, publicada na revista Science Advances, pode transformar uma das indústrias mais poluentes do mundo.

O material tradicional absorve radiação solar e retém calor, aumentando temperaturas internas. Para solucionar isso, a equipe de Wei She incorporou minúsculos cristais refletivos de etringita na fórmula, permitindo que o cimento reflita luz solar e emita calor em vez de absorvê-lo.

Durante testes no telhado da Universidade Purdue, nos EUA, o novo cimento ficou 5,4°C mais frio que o ar ambiente sob sol intenso, demonstrando alta durabilidade em análises mecânicas e ambientais. Algoritmos de aprendizado de máquina calcularam que o material poderia alcançar pegada de carbono líquida negativa em 70 anos.

Se adotado amplamente, o cimento super-resfriado pode reduzir drasticamente o consumo energético de edifícios, responsáveis por cerca de 40% da demanda global de energia, criando cidades mais frescas, saudáveis e sustentáveis.

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