Unicamp usa IA contra deepfakes em laboratório pioneiro da América Latina

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Recod.ai tem 200 pesquisadores e desenvolve algoritmos para detectar falsificações digitais. Corrida tecnológica é descrita como “gato e rato”

O laboratório recod.ai da Unicamp, um dos maiores da América Latina com 200 pesquisadores, desenvolve inteligência artificial para combater deepfakes e desinformação. O coordenador Anderson Rocha descreve a disputa como “jogo de gato e rato” entre criadores e detectores de conteúdo falso.

Os algoritmos analisam pistas invisíveis ao olho humano: iluminação, sombras, textura da pele e ruídos digitais. A ferramenta funciona com duas IAs focadas em faces, apresentando resultado em porcentagem – valores acima de 10% indicam suspeita de falsificação.

“A textura da pele humana ainda não é perfeitamente imitada pela computação gráfica”, explica Rocha. O laboratório também identifica golpes via SMS e WhatsApp, analisando mensagens fraudulentas de pessoas fingindo ser parentes.

A diversidade é prioridade para evitar viés algorítmico. As aplicações incluem identificação de suspeitos em estádios, detecção de pornografia infantil na Polícia Federal e diagnóstico precoce de doenças como Parkinson e diabetes gestacional através de dispositivos vestíveis.

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