Cava submersa no canal de Cubatão recupera ecossistema regional, conforme

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Devido ao desastre humano e ecológico em Brumadinho, Minas Gerais, Cubatão voltou ao noticiário, com comparações à Cava Subaquática em Cubatão. O município abriga um reservatório de resíduos poluentes depositados no fundo do Canal de Piaçaguera desde os anos 1960. A VLI, responsável pela administração do Tiplam, afirma que a cava submersa não apresenta risco ao ecossistema aquático, comunidade, fauna e flora da região, conforme reforçado pela Cetesb e comprovado por estudos ambientais.

O método de dragagem foi discutido com a Cetesb durante o licenciamento do projeto, ao longo de mais de dez anos, com avaliações de especialistas nacionais e internacionais. A VLI possui todas as licenças operacionais e ambientais e realiza monitoramentos constantes por laboratórios especializados para garantir a segurança das pessoas, comunidades e meio ambiente. Estas análises, compartilhadas com órgãos competentes, não apresentam anomalias.

O Canal recebeu sedimentos e resíduos de diferentes empresas que operavam na região. Esse material estava espalhado em uma área de 460 mil m², com riscos à população, vida marinha e flora. A VLI recolheu mais de 2,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos e rejeitos, agora confinados na cava, sem ameaça ao meio ambiente e saúde pública. A cava será selada com cobertura de 1,5m de espessura, encapsulando o material em ambiente controlado.

A VLI investiu R$9 bilhões em infraestrutura logística, destinando parte ao Tiplam e à limpeza do Canal de Piaçaguera. O projeto proporciona controle e monitoramento dos sedimentos, fauna e água, com coletas e análises frequentes por laboratórios credenciados. A VLI também apoia projetos sociais, como cursos de capacitação para pescadores locais.

A Prefeitura de Cubatão destacou que não há ligação entre os eventos em Brumadinho e as cavas subaquáticas no Canal de Piaçaguera. São assuntos diferentes: o desmoronamento de rejeitos em Minas Gerais e o aprofundamento controlado do canal paulista. A dragagem do leito do rio visa receber materiais retirados do próprio rio, ampliando terminais portuários e favorecendo a economia regional.

O tema foi debatido com autoridades ambientais e o público. A Prefeitura promoveu audiências públicas para troca de ideias e informações, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. As autoridades ambientais, especialmente a Cetesb, acompanham de perto os trabalhos nas cavas subaquáticas, assegurando que a região continue a ser um exemplo de recuperação ambiental e sustentabilidade, compatível com o desenvolvimento econômico e social.

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