Brasil pode ser líder mundial na produção de cânhamo, mostra relatório

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Embrapa e Instituto Ficus apresentam plano para estruturar cadeia produtiva. Mercado pode gerar R$ 5,76 bilhões e 14 mil empregos até 2030

A Embrapa e o Instituto Ficus lançaram o relatório “Caminhos Regulatórios para o Cânhamo no Brasil”, apresentando plano estratégico para estruturar a cadeia produtiva nacional. O documento projeta receitas líquidas de R$ 5,76 bilhões e geração de mais de 14 mil empregos até 2030.

O mercado global de derivados de cânhamo foi estimado entre US$ 5-7 bilhões em 2023, com crescimento anual projetado de 16-25% até 2033. O cânhamo pode oferecer retornos superiores a culturas tradicionais como soja, algodão e milho.

“A Embrapa não deve se furtar de trabalhar para desenvolvimento da cadeia produtiva da cannabis. Não é concebível estarmos importando matérias-primas importantes para indústria e saúde”, afirmou Clenio Pillon, diretor de Pesquisa da Embrapa.

O plano prevê ações de curto, médio e longo prazo, começando em outubro com liberação do cultivo de cânhamo industrial pelo governo. A legislação atual impede pesquisas, mantendo dependência de importações.

O relatório destaca aplicações industriais diversas: têxteis, biomateriais, construção civil, alimentos funcionais, cosméticos e insumos farmacêuticos. Atualmente, quase 100% dos derivados são importados, incluindo para mercado de cannabis medicinal projetado em R$ 1 bilhão para 2025.

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