Sindimed relata pendências desde 2024 envolvendo Jowal e SPDM. Profissionais do PS Central, UPA Samambaia e Hospital Irmã Dulce aguardam pagamentos.
O Sindicato dos Médicos da Baixada Santista ameaça acionar o Ministério Público do Trabalho, Cremesp e Tribunal de Contas estadual sobre problemas nos repasses financeiros afetando profissionais médicos praia-grandenses. Segundo apuração, médicos do PS Central, UPA Samambaia e Hospital Irmã Dulce aguardam valores referentes a maio, junho, julho e dezembro de 2024, além de setembro de 2025.
Os problemas contratuais iniciaram-se em 2024, tornando-se públicos em setembro mediante protestos e paralisações no PS Central pelo não pagamento de plantões. A Jowal Serviços Médicos Ltda., responsável pela intermediação contratual, não efetuou repasses alegando pendências com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, gestora anterior. O Sindimed classificou o modelo de contratação como apresentando graves irregularidades caracterizando condições precárias laborais arriscando continuidade dos serviços prestados.
A Jowal informou que adotará medidas legais caso não receba repasse da SPDM, explicando que, como sociedade médica composta por cotistas, a divisão de lucros depende do repasse contratualmente previsto. A Prefeitura afirmou cumprir todos os repasses financeiros contratuais, acompanhando atentamente a situação mediante informações diárias durante período de transição com assunção da Biogesp como nova gestora vencedora do chamamento público.
Precarização contratual: sindicato elaborou manuais sobre contratos PJ para médicos protegendo principalmente jovens profissionais de irregularidades contratuais frequentes no setor.


