A Autoridade Portuária de Santos informou que permanece mobilizada desde a noite de sexta-feira após o adernamento do navio histórico Professor W. Besnard, ocorrido no cais do Parque Valongo. Segundo o órgão, a embarcação, pertencente ao Instituto do Mar, não representa risco para a navegação no canal do Porto de Santos neste momento.
De acordo com a Autoridade Portuária, equipes de emergência atuaram rapidamente para reforçar as amarrações do navio e instalar um cerco de contenção ambiental no local, como medida preventiva. A área segue monitorada enquanto são definidas as próximas etapas da operação de retirada da embarcação.
Navio será levado para estaleiro
O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, afirmou que a prioridade agora é garantir a segurança da navegação e realizar o resgate da embarcação. Segundo ele, o navio possui cerca de 60 anos de história e teve papel importante na pesquisa naval brasileira.
“Hoje, infelizmente, o navio está inativo, o casco sofreu avarias, entrou água e ele acabou adernando. Independentemente da propriedade, todos nós precisamos agir”, afirmou Pomini em vídeo divulgado nas redes sociais.
De acordo com o presidente da Autoridade Portuária, a embarcação deverá ser retirada do local e levada a um estaleiro para avaliação das condições estruturais e das possibilidades de recuperação.
Recuperação dependerá de parceiros do porto
Segundo Anderson Pomini, o Professor W. Besnard pertence ao Instituto do Mar, uma associação sem fins lucrativos que há anos busca recursos para recuperar o navio. Por se tratar de uma empresa pública, a Autoridade Portuária não pode assumir diretamente os custos da recuperação.
A estratégia, segundo ele, será mobilizar empresas e parceiros da comunidade portuária de Santos para viabilizar o projeto.
Caso a restauração completa não seja possível, a proposta é preservar ao menos parte da embarcação no Parque Valongo, mantendo viva a memória de um navio que marcou a história da pesquisa científica no país.
“Se as condições permitirem, queremos recuperar esse navio com apoio das empresas e parceiras do porto. E se não for possível recuperar tudo, parte dele será preservada aqui no Valongo. Preservar a nossa história também é cuidar do futuro do Brasil”, concluiu Pomini.



