A defesa do cabo do Exército Gustavo Pavão Gomes, de 26 anos, pediu à Justiça a absolvição sumária do militar acusado de matar Anderson de Oliveira, de 37, após um assalto na orla de Guarujá, no litoral de São Paulo. O pedido foi apresentado após o Ministério Público denunciar o العسكري por homicídio qualificado e defender que o caso seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O episódio aconteceu em dezembro de 2025, na Praia da Enseada. De acordo com as investigações, o militar, que estava de folga, foi assaltado enquanto caminhava pela orla. Depois disso, retornou ao apartamento onde estava hospedado, pegou uma arma e voltou à praia, onde encontrou o suspeito. Anderson tentou fugir e acabou sendo baleado durante a perseguição, morrendo no local.
Na denúncia, o Ministério Público sustenta que os disparos ocorreram quando a vítima estava em condição que dificultava a própria defesa, apontando que o homem foi atingido pelas costas. Já a defesa argumenta que o militar agiu em legítima defesa e que não houve intenção de matar.
Segundo o advogado do cabo, Gustavo Pavão teria efetuado a maior parte dos disparos em direção ao mar e ao solo, e apenas um teria sido feito na direção do suspeito. A defesa afirma ainda que o militar acreditava estar diante de uma ameaça concreta no momento da ação, já que o assaltante teria levado a mão à cintura durante a fuga.
Os advogados também alegam que o réu não tinha como pedir ajuda imediatamente após o roubo, pois o celular havia sido levado, e que reagiu com os meios que tinha à disposição para conter a agressão. Outro ponto levantado é que o suspeito estaria sob efeito de drogas, com base na apreensão de um cachimbo de crack.
Agora, a Justiça deverá analisar o pedido de absolvição antecipada. Caso a solicitação seja rejeitada, o processo seguirá e o militar poderá ser submetido a júri popular.


