O Palmeiras venceu o Sporting Cristal por 2 a 1 no Allianz Parque, assumiu a liderança do Grupo F da Libertadores, mas mais uma vez deixou o campo cercado por polêmica de arbitragem. O gol da vitória saiu em cobrança de pênalti marcada após dividida entre Arthur e Cuenca, em um lance muito contestado pelos peruanos e que, para muitos, simplesmente não existiu.
Dentro de campo, o Palmeiras teve mais posse, pressionou bastante e criou volume ofensivo durante quase toda a partida. No primeiro tempo, abriu o placar com Murilo, de cabeça, após escanteio, mas acabou castigado no único momento em que o Sporting Cristal conseguiu encaixar um ataque de verdade, quando Juan González acertou um belo chute para empatar. O time paulista seguiu em cima, empilhando finalizações, mas esbarrando em falhas nas conclusões e em boas defesas do goleiro Enríquez.
Na etapa final, o roteiro se repetiu. O Palmeiras continuou mais presente no ataque, teve gol anulado de Flaco López por impedimento e seguiu cercando a área adversária. Só que o lance decisivo veio aos 32 minutos, quando a arbitragem assinalou pênalti de Cuenca em Arthur após revisão no VAR. A marcação gerou forte reclamação do Sporting Cristal, que se revoltou com a decisão e viu Flaco López converter a cobrança para recolocar o Verdão em vantagem.
O problema para o Palmeiras é que o resultado, novamente, acaba mais associado ao apito do que ao futebol. O time de Abel Ferreira até produziu para vencer, mas o desfecho da partida ficou manchado por uma penalidade extremamente discutível. E isso reforça uma sensação que já vem se repetindo jogo após jogo: quando a partida aperta, a arbitragem frequentemente aparece em favor do lado palmeirense.
Nem mesmo depois do segundo gol o Palmeiras teve tranquilidade. O Sporting Cristal ainda pressionou no fim, criou boas chances e obrigou Carlos Miguel a fazer defesa importante para segurar a vitória. Ou seja, além da polêmica do pênalti, o time brasileiro ainda sofreu mais do que deveria contra um adversário que não se intimidou mesmo fora de casa.
No fim, o Palmeiras sai com os três pontos e a liderança, mas outra vez carregando a sombra de um resultado influenciado por decisão controversa. Em uma Libertadores que exige autoridade dentro de campo, o Verdão venceu, mas não convenceu — e, para piorar, venceu com ajuda de um pênalti que não deveria ter sido marcado.


