O empresário Rodrigo Morgado, conhecido por ter sorteado um carro e depois retirar o prêmio de uma funcionária, voltou a ser alvo da Polícia Federal em uma nova fase de investigação contra um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão no país.
Mesmo já preso desde outubro de 2025, o contador foi incluído na Operação Narcofluxo, deflagrada nesta semana, que também resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Segundo a PF, a organização utilizava estruturas financeiras complexas para ocultar a origem ilícita de recursos, incluindo movimentações com criptomoedas, empresas de fachada e transações em grande escala.
Morgado é apontado como peça-chave na engrenagem financeira do grupo, sendo responsável por organizar fluxos de dinheiro e dar aparência legal às operações. Em uma investigação anterior, a Polícia Federal identificou repasses milionários, incluindo cerca de R$ 19 milhões direcionados a empresas ligadas a influenciadores digitais.
Antes das investigações, o empresário já havia ganhado notoriedade nas redes sociais por episódios polêmicos e pela ostentação de uma vida de luxo. Entre eles, o caso em que sorteou um carro em uma confraternização e posteriormente retirou o prêmio da funcionária contemplada, alegando descumprimento de regras — situação que acabou sendo resolvida por acordo.
Agora, com a nova operação, Morgado deve responder também por esse novo desdobramento das investigações, enquanto sua defesa afirma que ainda aguarda acesso aos autos para se posicionar oficialmente sobre as acusações.


