A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou o monitoramento da hantavirose após a confirmação de um caso da doença em 2026. A infecção foi registrada em Guariba, na região de Ribeirão Preto, e, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), não há indícios de surto ou relação com a variante Andes, associada recentemente a casos na Argentina.
Apesar de rara, a hantavirose é considerada uma doença grave e de rápida evolução, podendo causar comprometimentos respiratórios e cardíacos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Por isso, autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção, especialmente em locais fechados, galpões, depósitos e áreas rurais com sinais de infestação.
Dados da vigilância estadual apontam que São Paulo registrou 200 casos confirmados desde 2007, com alta taxa de letalidade. O Estado destaca que a maioria das notificações é descartada após investigação, mas reforça que o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de tratamento adequado. Pessoas com febre, dores no corpo, falta de ar, tosse ou sintomas gripais após contato com ambientes infestados por roedores devem procurar atendimento médico imediatamente e informar a possível exposição.


