Nova portaria da Educação cria fluxo oficial de comunicação com a Defesa Civil e define medidas que vão de monitoramento até evacuação das unidades escolares.
Guarujá decidiu organizar de forma mais clara como as escolas municipais devem agir em situações de risco. A Secretaria Municipal de Educação publicou uma portaria que cria o Protocolo de Comunicação e Procedimentos Operacionais das Unidades Escolares em casos de alerta de desastres naturais, com integração direta com a Defesa Civil.
Na prática, a medida estabelece um caminho oficial para a informação circular sem ruído: a Defesa Civil emite o alerta, a comunicação chega à Secretaria de Educação, depois é repassada às unidades escolares pelos canais institucionais e, por fim, o diretor informa a comunidade escolar. A ideia é simples, mas importante: em cenário de risco, cada minuto e cada orientação correta fazem diferença.
Quatro níveis de alerta, quatro tipos de resposta
O protocolo divide as ocorrências em quatro níveis. No estágio de observação, a orientação é monitorar condições climáticas e vias de acesso. No nível de atenção, entra a comunicação preventiva aos pais e responsáveis. Em alerta, as atividades escolares podem ser suspensas e medidas internas de segurança passam a valer. Já no alerta máximo, a diretriz é evacuar a unidade para local seguro previamente definido.
O texto também deixa claro que os diretores terão papel central nesse processo. Caberá a eles cumprir as orientações oficiais, repassar as informações de forma clara, garantir a segurança da comunidade escolar e executar o plano de evacuação quando for necessário.
Simulado, plano de evacuação e treinamento entram na rotina
A portaria ainda determina que as escolas realizem pelo menos um simulado semestral, mantenham o plano de evacuação atualizado, capacitem servidores para situações de emergência e se articulem com a Defesa Civil em ações educativas, treinamentos e simulados. Além disso, a própria Seduc deverá promover treinamentos periódicos e atualizar continuamente os protocolos.
No fim das contas, a medida tenta colocar ordem em um tipo de situação que ninguém quer enfrentar, mas que exige preparo real. Porque, quando o alerta chega, improviso não costuma ser o melhor plano.


