O governo britânico prepara um novo aperto sobre o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais e pode anunciar, nos próximos dias, uma proibição para menores de 16 anos. A medida vem sendo discutida como forma de reduzir a exposição de jovens a conteúdos nocivos e aumentar a pressão sobre as plataformas para que provem que seus serviços são seguros para esse público.
A proposta ganhou força depois de uma consulta nacional encerrada no mês passado e deve entrar no debate político como uma das principais respostas do governo ao avanço das preocupações com saúde mental, exposição precoce a conteúdos violentos ou sexuais e mecanismos digitais considerados viciantes. O plano em estudo ainda não foi oficialmente detalhado, mas já se fala em restrições específicas a aplicativos e redes com maior potencial de risco.
O endurecimento pode ir além. A comissária britânica para a infância defendeu que eventual bloqueio não fique restrito aos menores de 16 anos, mas alcance também adolescentes de 16 e 17, sob o argumento de que eles não deveriam ter proteção reduzida justamente numa fase em que continuam vulneráveis a danos provocados por plataformas desenhadas para capturar atenção e ampliar engajamento.
A discussão coloca o Reino Unido na trilha de países que vêm tentando impor limites mais duros à presença de menores nas redes. O centro da disputa, no entanto, não é apenas etário: trata-se também de definir até que ponto empresas de tecnologia podem continuar oferecendo produtos a crianças e adolescentes sem responder de forma mais clara pelos efeitos que isso produz.


