A transferência do terminal marítimo de passageiros de Santos para o Valongo ganhou um plano alternativo: se o leilão do Tecon Santos 10 continuar emperrado, a própria Autoridade Portuária de Santos poderá usar recursos em caixa para viabilizar a obra. A saída foi alinhada entre o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa e o presidente da APS, Anderson Pomini, como forma de evitar que a judicialização do terminal de contêineres paralise também o projeto turístico.
A modelagem inicial previa que o vencedor do arrendamento do Tecon Santos 10 destinasse R$ 1,2 bilhão para as estruturas offshore do novo terminal, como píer e berços de atracação. Agora, a APS admite cobrir o aporte caso o certame não saia. A Antaq já apontou que não vê impedimento regulatório para a transferência de Outeirinhos para o Valongo e indicou que, mesmo em cenários de reequilíbrio contratual, parte relevante do investimento em terra teria de ser assumida pelo poder concedente. Hoje, o terminal opera em Outeirinhos com capacidade para 1,2 milhão de passageiros, e a expectativa é que a mudança amplie significativamente esse volume.


