Depois de um incêndio atingir a casa do cantor Regis Danese, o pequeno Labubu encontrado no quarto do filho Brunno acabou promovido, ao menos nas redes sociais, à condição de suspeito informal do caso. A responsável pela sentença foi Kelly Danese, esposa do artista, que publicou um vídeo queimando o boneco no chão enquanto fazia uma oração e pedia que todo mal fosse repreendido.
A cena foi compartilhada um dia após o fogo atingir o imóvel da família. O cômodo mais afetado foi justamente o quarto de Brunno Danese, onde o brinquedo aparecia entre os objetos do ambiente. Bastou isso para que parte da internet, sempre pronta a ligar os pontos com velocidade e convicção, passasse a apontar o Labubu como possível portador de energias pouco recomendáveis.
Nos stories, Kelly não deixou margem para recurso. Ao filmar o boneco em chamas, afirmou que muita gente estava falando sobre a presença do Labubu no quarto e declarou que estava queimando o item “em nome de Jesus”, como forma de eliminar qualquer mal associado ao episódio. Assim, antes mesmo de um laudo técnico, o brinquedo já havia perdido o direito à ampla defesa.
Brunno Danese havia aparecido nas redes pouco antes para mostrar os estragos provocados pelo incêndio e tranquilizar seguidores. Segundo ele, o fogo ficou concentrado em seu quarto e ninguém se feriu. A causa, no entanto, ainda não era conhecida. O próprio filho de Regis mencionou a possibilidade de curto-circuito ou algum problema elétrico, hipótese menos mística, mas ainda sem o mesmo apelo visual de um boneco sendo executado no quintal.
Apesar do susto e dos danos materiais, Brunno tentou manter o tom otimista ao falar com os seguidores. Disse que o prejuízo financeiro pode ser recuperado, agradeceu o apoio recebido e afirmou que a situação não vai abalá-lo. Enquanto isso, nas redes, o incêndio ganhou mais um elemento improvável: um brinquedo transformado em símbolo de mau agouro, como se a perícia pudesse ser substituída por uma fogueira doméstica.
No fim, entre a hipótese de falha elétrica e a condenação sumária de um Labubu, a internet escolheu o roteiro mais brasileiro possível: aquele em que a superstição chega antes do relatório técnico.


