Lucas Paquetá teve uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda confirmada após a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão e passou a ser preocupação para a comissão técnica da Seleção Brasileira às vésperas das oitavas de final da Copa do Mundo.
A confirmação foi feita nesta terça-feira pela CBF, após exame de imagem realizado pelo jogador. Em nota oficial, a entidade informou que o meia seguirá protocolo intensivo de tratamento com acompanhamento da equipe médica, com foco em acelerar a recuperação e viabilizar seu retorno no menor prazo possível.
Paquetá deixou a partida contra os japoneses ainda no intervalo e, neste momento, aparece como improvável para o confronto de domingo, quando o Brasil volta a campo pela fase eliminatória. O adversário sairá do duelo entre Noruega e Costa do Marfim.
A lesão obriga Carlo Ancelotti a considerar mudanças na formação titular e impede, ao menos por enquanto, a repetição da escalação usada nos últimos compromissos da equipe. A ausência do camisa 8 também abre uma disputa por vaga no meio-campo e pode provocar ajustes mais amplos no desenho tático da Seleção.
Uma das possibilidades é manter a estrutura com três meio-campistas de origem, o que abriria espaço para uma substituição mais conservadora e com menor impacto no funcionamento coletivo. Outra alternativa é utilizar Martinelli desde o início, aproveitando o bom momento do atacante, autor do gol da vitória sobre o Japão, embora isso exija compensações defensivas em outros setores do time.
Ancelotti também pode optar por uma formação mais ofensiva, com a entrada de um jogador de frente e alteração mais clara no esquema, cenário que já foi testado parcialmente durante a partida anterior. Neymar surge como opção em caso de postura mais agressiva, mas o próprio técnico já indicou que enxerga o camisa 10 em funções mais adiantadas, e não necessariamente como substituto direto de Paquetá.
A definição dependerá da evolução clínica do meia nos próximos dias, mas a confirmação da lesão já transforma o setor de criação em uma das principais dores de cabeça da Seleção antes do início do mata-mata.


