A fila de espera do INSS recuou para 1,831 milhão de requerimentos em junho, atingindo o menor patamar em 21 meses, segundo dados apresentados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Nacional do Seguro Social durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social.
O volume representa uma queda significativa em relação a fevereiro, quando a fila chegou ao recorde de 3,128 milhões de pedidos. De acordo com o órgão, este é o menor número desde setembro de 2024, quando havia 1,771 milhão de requerimentos pendentes.
Apesar da redução, ainda há 555 mil pedidos sem resposta há mais de 45 dias. Esse grupo é considerado prioritário pelo governo federal, que afirma querer zerar esse estoque até setembro deste ano. Para o Ministério da Previdência, cumprir a meta de “zerar a fila” significa justamente eliminar os requerimentos que ultrapassaram esse prazo.
A redução ocorre em meio a mudanças na gestão do instituto. Em abril, o governo trocou a presidência do INSS e nomeou a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira para o comando do órgão.
Segundo o instituto, a queda da fila é resultado de uma série de medidas adotadas nos últimos meses. Entre elas estão a priorização do programa de gerenciamento de benefícios, o reforço na análise de pedidos de salário-maternidade, a criação de grupos de trabalho, a ampliação da oferta de vagas para avaliação social, a realização de mutirões e a nomeação de 300 analistas do seguro social.
O governo agora tenta manter o ritmo de redução para alcançar a promessa de acabar com os pedidos acumulados acima de 45 dias, um dos compromissos assumidos ainda no início do atual mandato.


