A Associação Comunitária do Macuco quer discutir uma mudança no traçado do túnel Santos-Guarujá para evitar desapropriações no lado santista da obra. A proposta será levada a uma reunião marcada para a próxima terça-feira (21), às 15 horas, na sede do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, em Santos.
O encontro deve reunir representantes do Ministério Público Estadual, da construtora Mota-Engil e da associação de moradores. Também são esperados integrantes da Autoridade Portuária, da Prefeitura de Santos, da Cetesb e vereadores.
A reunião faz parte do acompanhamento de um inquérito civil aberto em 2024 para tratar dos impactos socioambientais e urbanísticos relacionados ao projeto do túnel Santos-Guarujá.
A principal proposta da associação é retomar a discussão sobre a possibilidade de o traçado passar pela área onde hoje funciona o Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini, em Outeirinhos. Para isso, a estrutura precisaria ser deslocada para o Valongo.
Segundo a entidade, a alternativa já havia sido cogitada em 2021, mas perdeu força por causa da existência de uma rocha nas proximidades do terminal, a chamada Pedra de Teffé. Mesmo assim, moradores defendem que o tema volte a ser analisado, especialmente porque também há proposta de alteração no traçado do lado de Guarujá.
Outro ponto de preocupação envolve a forma como poderão ocorrer eventuais desapropriações. A associação cobra clareza sobre os critérios de indenização e defende que o cálculo considere o valor da terra, e não apenas avaliações individuais de imóveis antigos ou deteriorados.
A entidade afirma que a tentativa de rediscutir o traçado busca evitar uma judicialização do processo, que poderia atrasar o cronograma da ligação seca. Desde o dia 8, a TSG Concessionária responde pela construção, operação, manutenção e pelos investimentos relacionados ao túnel, incluindo as desapropriações necessárias ao projeto.


