A Sabesp afirma que o crescimento imobiliário em cidades como Santos e Praia Grande não deve comprometer o abastecimento de água na Baixada Santista. A declaração foi feita pelo diretor-presidente da empresa, Carlos Piani, durante visita ao Grupo Tribuna.
Segundo Piani, a companhia trabalha com projeções de crescimento populacional e urbano nos municípios atendidos. Ele afirmou que os investimentos não são planejados para operar no limite da capacidade e que sempre há margem para absorver aumento de demanda.
A empresa também afirma que, se o crescimento ficar acima do previsto, novas intervenções poderão ser necessárias. Ainda assim, a Sabesp sustenta que o planejamento atual considera a expansão urbana e imobiliária da região.
Uma das obras em andamento ocorre na Avenida Martins Fontes, principal ligação entre Santos e a Via Anchieta, no Saboó. A intervenção deve ser concluída até o fim de agosto e tem como objetivo melhorar o abastecimento em Guarujá e no Distrito de Vicente de Carvalho, áreas que historicamente enfrentam episódios de desabastecimento.
A companhia também garante que a coleta e o tratamento de esgoto estão previstos no planejamento para acompanhar o aumento no número de ligações domiciliares. Segundo a Sabesp, seis estações de tratamento de esgoto e 400 quilômetros de coletores de resíduos foram construídos na região.
Para a próxima temporada de verão, a empresa prevê melhora no abastecimento em relação aos problemas registrados na última virada de ano. Oito reservatórios já foram inaugurados e outros dois devem entrar em operação até o fim do ano, ampliando em cerca de 60 milhões de litros a capacidade de armazenamento.
Piani reconheceu que as obras têm causado transtornos em vias da Baixada, mas afirmou que os impactos são temporários e necessários para fortalecer o sistema. Comerciantes e moradores têm relatado prejuízos e dificuldades de circulação em pontos afetados por intervenções recentes.
A Sabesp também respondeu a reclamações sobre a qualidade da água, especialmente em São Vicente e Guarujá. Segundo a empresa, fatores naturais influenciam o tratamento, já que rios e córregos podem receber folhas e detritos em períodos de chuva, enquanto na estiagem a água pode ficar mais turva.
A companhia afirma que os investimentos em estações de tratamento, reservatórios e adutoras devem tornar o sistema mais robusto ao longo do tempo.


