O Republicanos confirmou neste sábado (1º) a candidatura do governador Tarcísio de Freitas à reeleição em São Paulo. A decisão foi formalizada durante convenção partidária na capital, com a presença de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e de dirigentes e aliados da coligação.
A chapa terá Felício Ramuth (MDB) como candidato a vice-governador. Para o Senado, foram aprovados os nomes de André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), em uma aliança estadual que reúne Republicanos, MDB, PL, PSD, União Brasil, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Avante e Novo.
Ao discursar, Tarcísio agradeceu a Jair Bolsonaro, de quem foi ministro da Infraestrutura, e dirigiu-se a Flávio para reforçar a ligação política com o ex-presidente. “Nós amamos teu pai. Nós amamos Jair Messias Bolsonaro”, afirmou o governador. O Republicanos declarou apoio a Flávio em São Paulo, embora a legenda tenha mantido neutralidade na disputa presidencial em âmbito nacional.
Tarcísio também apresentou temas que pretende explorar na campanha, citando ações em saneamento, obras para ampliar a distribuição de água e a dispersão do fluxo de usuários de drogas na região da Cracolândia. Ele reconheceu cobranças relacionadas ao abastecimento hídrico e criticou o governo federal e o PT.
O governador buscará um segundo mandato depois de descartar uma candidatura à Presidência. Cotado para a disputa nacional após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, Tarcísio optou por permanecer na corrida estadual, na qual enfrentará adversários que ainda estão sendo oficializados nas convenções partidárias.
Durante o evento, Flávio Bolsonaro relembrou a entrada de Tarcísio no governo federal e defendeu uma vitória da chapa paulista no primeiro turno. O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também participou da convenção e projetou a possibilidade de a eleição para o governo ser decidida em 4 de outubro, sem necessidade de segundo turno.
As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto. Depois disso, os partidos terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral, e a campanha começa oficialmente no dia 16. Além de governador, os eleitores escolherão presidente, dois senadores por estado, deputados federais e estaduais.


