Uma ferramenta de inteligência artificial está sendo desenvolvida para apoiar a correção de avaliações de estudantes neurodivergentes. O sistema identifica padrões de erros que podem estar associados às características de cada aluno e oferece ao professor uma leitura adaptada das respostas.
A proposta é evitar que dificuldades recorrentes de escrita, organização ou expressão impeçam a avaliação do conteúdo efetivamente aprendido. Em vez de ignorar falhas, a tecnologia procura contextualizá-las e destacar o domínio demonstrado pelo estudante.
O recurso também pode produzir indicações personalizadas para o acompanhamento pedagógico. Com isso, educadores teriam mais elementos para planejar atividades, ajustar estratégias e oferecer suporte adequado às necessidades observadas em sala de aula.
Especialistas ressaltam, porém, que a inteligência artificial deve funcionar como apoio e não substituir a decisão do professor. A ferramenta tampouco pode ser usada para fazer diagnósticos, que dependem de avaliação profissional especializada.
A adoção nas escolas exige supervisão humana, proteção dos dados dos estudantes e critérios transparentes de funcionamento. Quando usada com responsabilidade, a tecnologia pode ampliar a acessibilidade sem reduzir o rigor das avaliações.


