O número estimado de novas infecções por HIV aumentou mais de 20% no Brasil entre 2010 e 2025, segundo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids. O avanço acende um alerta apesar da estrutura nacional de prevenção, diagnóstico e tratamento pelo SUS.
O País já alcançou duas das três metas internacionais conhecidas como 95-95-95: ampliar o diagnóstico entre as pessoas que vivem com HIV e garantir a supressão viral entre aquelas que recebem tratamento. A cobertura da terapia antirretroviral, porém, ainda não chegou ao patamar de 95%.
Desigualdades regionais, preconceito, pobreza, racismo, etarismo e LGBTfobia continuam dificultando o acesso aos serviços. Especialistas apontam que ampliar a testagem é essencial, mas o diagnóstico precisa ser acompanhado pelo início rápido e pela continuidade do tratamento.
Também houve avanços importantes. Em 2024, o Brasil registrou a menor taxa de mortalidade por Aids da série histórica e eliminou a transmissão vertical do HIV, que ocorre da gestante para o bebê.
A utilização da profilaxia pré-exposição, a PrEP, cresceu 41% entre 2024 e 2025, passando de 165 mil para 233 mil usuários. A expansão dessas estratégias e a oferta de novas alternativas de prevenção são consideradas decisivas para reverter o aumento das infecções.


