A prometida integração dos sistemas de monitoramento de caminhões do Porto de Santos ainda não tem data para entrar em funcionamento. A Autoridade Portuária de Santos pretende rastrear os veículos desde a origem e estabelecer comunicação em tempo real para reduzir congestionamentos e chegadas fora do horário.
A solução deverá ser desenvolvida em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos. A expectativa é firmar o contrato ainda em 2026, mas o cronograma de implantação não foi definido.
Atualmente, o Porto utiliza dois sistemas: o SGTC, criado para caminhões de contêineres, carga geral e líquidos, e o Sealog, voltado aos granéis sólidos de origem vegetal. A própria autoridade portuária reconhece que as plataformas não se comunicam entre si, o que limita a resposta a acidentes e alterações no fluxo rodoviário.
O desafio aumentou com o crescimento da movimentação. Em 2025, uma média de 8.018 caminhões entrou diariamente no complexo portuário, 23,5% acima dos 6.489 registrados em 2019.
Empresas de transporte relatam que muitos motoristas chegam antes do horário agendado para evitar atrasos causados pelas rodovias e acabam formando filas ou estacionando irregularmente perto dos terminais. A falta de áreas de espera próximas agrava o problema.
Estudos do setor também indicam que as projeções de carga usadas no planejamento podem estar defasadas. A estimativa é que o volume antes previsto para 2040 seja atingido dez anos mais cedo, reforçando a necessidade de tecnologia, dados atualizados e novas áreas de apoio.


