Um parque industrial na Mongólia Interior, na China, reúne fábricas de baterias e turbinas eólicas abastecidas principalmente por fontes renováveis. Inaugurado em 2022 pela Envision, o complexo foi reconhecido pelo Fórum Econômico Mundial como o primeiro parque industrial de carbono líquido zero do mundo.
A classificação não significa ausência total de emissões em cada hora de operação. O conceito de carbono líquido zero considera o balanço ao longo de um período, com compensação das emissões residuais por geração renovável, armazenamento de energia e mecanismos de gestão de carbono.
A China estabeleceu critérios para certificar esse tipo de empreendimento. Entre eles está uma intensidade de emissões por unidade de energia cerca de 90% inferior à média nacional.
A iniciativa faz parte da estratégia chinesa de atingir o pico de emissões até 2030 e a neutralidade de carbono até 2060. O parque combina produção industrial, geração eólica e solar, baterias e controle digital da demanda de eletricidade.
A Envision anunciou a intenção de desenvolver um modelo semelhante no Brasil, voltado à produção de combustível sustentável de aviação, hidrogênio verde e amônia. A empresa também divulgou um plano de investimento de US$ 1 bilhão no país.
Ainda não foram informados local, cronograma ou data de início das obras brasileiras. Por isso, o projeto permanece na fase de anúncio, enquanto o complexo chinês funciona como referência para uma indústria que busca reduzir emissões sem interromper a produção.


