A CVC enfrenta a maior crise de sua história depois de perder espaço para plataformas digitais de viagens e acumular prejuízos. No segundo trimestre de 2026, a operadora registrou resultado negativo de R$ 51 milhões, ante perda de R$ 16 milhões no mesmo período do ano passado.
A situação melhorou em relação aos três primeiros meses deste ano, quando o prejuízo se aproximou de R$ 70 milhões, mas a combinação de juros elevados, endividamento das famílias e custos maiores das passagens continua pressionando o negócio. Segundo a direção da companhia, a guerra no Oriente Médio também provocou cerca de R$ 110 milhões em cancelamentos.
A crise operacional se soma a dúvidas na estrutura acionária. Fundos ligados à Apex Partners compraram 15% da CVC e depois se uniram ao veículo de investimento do fundador Guilherme Paulus, formando um bloco de 35% das ações. O mercado passou a acompanhar o arranjo com cautela após a revelação de que a Apex acumula dívida próxima de R$ 1 bilhão.
Para reagir, a nova gestão aposta na integração das lojas físicas com redes sociais, WhatsApp e ferramentas digitais. No segundo trimestre, 55% das vendas concluídas nas unidades começaram fora delas, principalmente em contatos feitos pelos canais on-line.
A empresa também investe em uma plataforma para agentes de viagem e em uma assistente virtual que atende clientes fora do horário comercial. Nas lojas em que a ferramenta foi adotada, a conversão de negócios aumentou 150%, segundo a CVC. A estratégia busca dar às unidades físicas um papel consultivo, especialmente em roteiros mais complexos.
Imagem gerada por IA.


