Drones baratos mudam a lógica das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio

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Drones de baixo custo passaram a ocupar um papel central nos conflitos da Ucrânia e do Oriente Médio. Capazes de atacar à distância sem expor diretamente os soldados, os equipamentos reduziram a vantagem tradicional de exércitos maiores e com arsenais mais caros.

Na Ucrânia, o governo estimulou uma rede privada de centenas de empresas para fabricar pequenas aeronaves não tripuladas. As linhas de produção já entregam cerca de meio milhão de unidades por mês, muitas delas pilotadas com apoio de recursos de inteligência artificial.

Segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, os drones respondem por aproximadamente 70% das baixas inimigas em combate. A tecnologia também ampliou o alcance dos ataques ucranianos a refinarias, centros logísticos e outras instalações dentro do território russo.

O Irã, por sua vez, transformou o Shahed em uma de suas principais armas de dissuasão. Cada unidade custa em torno de US$ 20 mil, uma fração do preço de um míssil, que pode superar US$ 1 milhão. Enxames de drones são usados para sobrecarregar sistemas de defesa e abrir caminho para projéteis mais potentes.

O modelo já influencia decisões militares na Europa. França e Alemanha redirecionam recursos para sistemas que possam ser produzidos em escala, enquanto episódios com aeronaves não identificadas perto de aeroportos elevam a preocupação com a segurança do espaço aéreo. A guerra de drones mostra que volume, velocidade de produção e adaptação tecnológica podem ser tão decisivos quanto o poder de fogo convencional.

Imagem gerada por IA.

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