O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu temporariamente o processamento de novas filiações partidárias depois de detectar alterações indevidas envolvendo nomes de candidatos à Presidência. A medida foi adotada como barreira de segurança enquanto a origem das mudanças é investigada.
O problema veio à tona quando o senador Flávio Bolsonaro apareceu vinculado ao Partido Missão, embora seja filiado ao PL. A inconsistência chegou a impedir inicialmente o registro de sua candidatura, mas o vínculo correto foi restabelecido por determinação do tribunal.
O Partido Missão informou que também se considera vítima da fraude, pediu apuração e registrou ocorrência na Polícia Federal. A Justiça Eleitoral retirou a associação indevida do histórico partidário do candidato.
A análise técnica identificou ainda uma tentativa de transferir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT para o Democracia Cristã. Nesse caso, a alteração não chegou a ser concluída. As situações dos dois candidatos foram regularizadas.
O sistema continua recebendo solicitações, mas o processamento permanecerá interrompido até a conclusão das verificações de segurança. Segundo o TSE, a pausa não afeta os postulantes às eleições porque o prazo legal de filiação partidária terminou em abril.
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