Inquéritos da Polícia Federal que tramitam no Supremo Tribunal Federal colocam o governador do Maranhão, Carlos Brandão, no centro de suspeitas sobre uma organização criminosa ligada a desvios de dinheiro público. As apurações, sob relatoria do ministro Flávio Dino, também alcançam integrantes do entorno político e administrativo do governador.
Três decisões tiveram o sigilo retirado, revelando que os investigadores relacionam diferentes frentes do caso. Entre elas estão suspeitas de fraude em licitações, desvio de emendas parlamentares, uso de empresas e laranjas para movimentar recursos e tentativa de interferência em uma investigação de homicídio.
Um dos processos apura se houve uma estrutura de contrainteligência destinada a pressionar testemunhas e proteger o grupo investigado. A PF também analisa possível infiltração em seus próprios quadros e contatos políticos que teriam sido usados para dificultar o andamento das apurações.
O conjunto de casos inclui ainda a suspeita de pressão sobre um ministro do Superior Tribunal de Justiça para travar diligências relacionadas a um assassinato ocorrido em 2022. Relatórios policiais citados nas decisões apontam Brandão como provável liderança do esquema, mas as investigações ainda não resultaram em condenação.
O governador afirma ser alvo de perseguição político-judicial e questiona a competência do STF para conduzir processos que envolvam governadores. O senador Weverton Rocha, citado em uma das linhas de investigação, rejeita qualquer vínculo com o crime apurado.
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