O cofundador do Google Sergey Brin destinou US$ 100 milhões à campanha contra a Proposição 40, que pretende criar na Califórnia uma cobrança única equivalente a 5% do patrimônio líquido de bilionários.
A proposta alcançaria ações, participações em empresas privadas, imóveis e outros investimentos, diferentemente dos tributos concentrados em salários, dividendos e ganhos efetivamente realizados.
Uma pessoa com patrimônio estimado em US$ 10 bilhões enfrentaria, em tese, uma cobrança de US$ 500 milhões. Em uma fortuna de US$ 100 bilhões, o valor chegaria a US$ 5 bilhões, o que poderia exigir venda de ações, empréstimos garantidos por ativos ou reorganização patrimonial.
Defensores argumentam que o modelo permitiria tributar fortunas que crescem por anos sem gerar imposto sobre ganho de capital. Investidores podem manter ações valorizadas e obter dinheiro por meio de empréstimos, adiando a venda dos ativos e o recolhimento correspondente.
Os opositores apontam dificuldade para avaliar empresas fechadas, obras de arte e estruturas financeiras complexas. Também afirmam que a cobrança pode incentivar bilionários a mudar de residência e levar investimentos e receitas tributárias futuras para outros estados.
O aporte de Brin financiará publicidade, pesquisas, mobilização e análises jurídicas. Embora seja elevado, o valor representa uma fração da possível cobrança pessoal sobre uma fortuna estimada em dezenas de bilhões de dólares.
Imagem gerada por IA.


