Um relatório elaborado por 65 organizações de pesquisa concluiu que as principais ferramentas de inteligência artificial ainda não oferecem políticas suficientemente abrangentes para proteger a integridade das eleições brasileiras. O estudo avaliou regras específicas, transparência e facilidade de acesso aos canais de denúncia.
Entre as redes sociais, YouTube, Facebook e Instagram receberam as melhores avaliações, seguidos por Kwai, WhatsApp, X e TikTok. O Telegram ficou no fim da classificação por não apresentar uma política eleitoral específica e acessível.
Nos sistemas de IA, Claude, Gemini e ChatGPT aparecem à frente do Meta AI. O Grok ficou entre os últimos colocados. Os pesquisadores destacam que algumas empresas possuem salvaguardas contra interferência eleitoral, mas as regras são dispersas, difíceis de localizar ou não estão disponíveis em português.
O levantamento alerta para riscos que vão além de uma resposta isolada do chatbot. Entre eles estão a criação em escala de conteúdo político personalizado, a automação de campanhas de influência e a integração de ferramentas generativas com publicidade digital.
As normas eleitorais brasileiras proíbem deepfakes, exigem identificação de mídia sintética e restringem novos conteúdos produzidos por IA no período próximo à votação. Plataformas generativas também não podem emitir recomendações ou elaborar rankings de candidaturas.
Imagem gerada por IA.


