Um projeto imobiliário no centro de Berlim pode destruir a metade ainda preservada de um bunker ligado à antiga Chancelaria do Reich, residência oficial de Adolf Hitler durante o regime nazista. A estrutura subterrânea ocupa cerca de 1.250 metros quadrados e é considerada de valor histórico por especialistas em patrimônio.
O empreendimento prevê a construção de 66 apartamentos e, segundo informações divulgadas na Alemanha, exigiria a demolição dos remanescentes. O local fica próximo ao Portão de Brandemburgo e integra um conjunto de quatro bunkers ainda existentes naquela área da capital.
A associação Berliner Unterwelten defende a preservação e afirma que é possível construir sobre a parte mantida sem comprometer o projeto habitacional. O grupo argumenta que a estrutura documenta uma etapa importante da história urbana de Berlim e não deve desaparecer sem estudo técnico.
Autoridades municipais reconhecem a necessidade de ampliar a oferta de moradias diante do aumento dos aluguéis, mas o caso provoca discussão sobre como conciliar desenvolvimento urbano e memória histórica. O receio de transformar o local em ponto de peregrinação extremista também pesa no debate.
O bunker fazia parte do complexo da Chancelaria projetado por Albert Speer na década de 1930. O vizinho Führerbunker, onde Hitler morreu em 1945, foi parcialmente destruído e permanece inacessível. A prefeitura ainda não apresentou uma decisão pública definitiva sobre a preservação da estrutura ameaçada.
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